Peregrinação à Terra Santa
Terra Santa lá e cá
18 de outubro de 2017

Jubileu e Gratidão

No dia 5 de junho de 2016, celebrei na Capela Nossa Senhora das Graças, Bairro São João, em Montenegro, meu jubileu de prata sacerdotal (na verdade, a data da ordenação foi 08/06/1991).

Estavam presentes Dom Jaime, arcebispo metropolitano, e Dom José Clemente (que comemorou 22 anos de episcopado), bispo emérito de Santo Ângelo. Também estavam presentes meus pais, Athos e Iva, familiares e parentes, demais colegas padres e as diversas pessoas amigas que vieram para esta comemoração.

Celebramos a missa na comunidade do bairro onde me criei e vivi até os 18 anos quando então me encaminhei para o Seminário São José, em Gravataí, a fim de iniciar a caminhada de formação sacerdotal. Meus colegas padres que foram ordenados na mesma época – entre junho e julho de 1991 – são o Pe. José Antonio Heinzmann, hoje pároco do Santuário N. Senhora dos Navegantes, e Pe. Livio Masuero, atual reitor do Seminário São José, em Gravataí.

Foi um domingo festivo, marcado por muito frio, mas com um sol tímido que ainda sim aqueceu a maior parte do dia e possibilitou aos visitantes aproveitar a praça em frente a Igreja para uma caminhada e descontração. Gostaria de agradecer a presença dos paroquianos de nossa comunidade bem como aqueles que rezaram por esta data festiva. São muitas as lições aprendidas nestes 25 anos de vida sacerdotal.

De fato, um verdadeiro coração sacerdotal nunca se cansará de agradecer a Deus pelo dom da vocação específica ao ministério ordenado. Porém, só é possível esta verdadeira ação de graças sacerdotal porque antes de ser padre recebi o principal sacramento: o Batismo. Depois veio toda a caminhada que me possibilitou na família e na comunidade crescer na fé.

A Primeira Comunhão, a Crisma, o grupo de jovens, o engajamento efetivo na Paróquia, e, por fim, o despertar vocacional com o ingresso efetivo no Seminário para uma jornada que durou 8 anos. Como resumo de todos os agradecimentos e da minha vida sacerdotal, relembro a citação encontrada no documento do 16º ENP (Encontro Nacional de Presbíteros), realizado no ano de 2016 em Aparecida: “Há os que muito trabalham e muito erram; há os que pouco trabalham e pouco erram; há os que nada fazem e são promovidos”.

Prefiro estar na primeira categoria, trabalhar muito mesmo com o risco de errar muito, tentando sempre realizar o lema sacerdotal que escolhi: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”. (Mt 6, 33).

Pe. Rogério Luís Flôres

Pároco